• Álvaro Pascoarelli Junior

A conta da pandemia chegou aos financiadores da Saúde Suplementar: as empresas

A conta da pandemia chegou aos financiadores da Saúde Suplementar: as empresas

Entre todas as incertezas que permearam o período da pandemia em seus diversos aspectos, seja social, trabalhista, econômico, entre outros, havia uma certeza: a retração da frequência e, consequentemente, a redução nos custos médicos / sinistralidade dos planos coletivos empresariais era temporária e sua retomada traria grandes impactos para os principais financiadores do setor: as empresas contratantes dos planos de saúde.

O isolamento social e até mesmo a recomendação das operadoras de saúde para priorizar os atendimentos de urgência e emergência, suspendendo momentaneamente os atendimentos eletivos no período mais agudo da pandemia, resultaram em índices de sinistralidade abaixo da média, que se estendeu aos contratos coletivos empresariais.

O primeiro ciclo de renovações contratuais entre empresas e operadoras de saúde, que contemplava a análise deste período com relativa baixa de sinistralidade, se mostrou mais flexível em termos de negociação dos índices de reajuste, com a adequação dos prêmios pagos pelas empresas àquele momento atípico.

Passado este primeiro ciclo, estamos agora no momento das negociações de reajuste que já refletem a retomada dos atendimentos médicos e hospitalares de procedimentos não ligados à pandemia que estavam represados e, além disso, o período de análise que define os reajustes ainda traz os reflexos diretos da pandemia, com o aumento expressivo de ocupação de leitos de UTI e ainda as pressões inflacionárias que compõem os custos da assistência à saúde. Sim, a conta chegou!

O espelhamento deste cenário ocorre também com os planos individuais que em 2021 tiveram reajuste negativo de 8,19% e em 2022 o reajuste (positivo) é de 15,50%, um dos maiores reajustes desde o marco regulatório do setor de Saúde Suplementar.

O grande desafio neste momento, em que boa parte dos beneficiários dos planos de saúde esteve afastada dos consultórios médicos nos últimos 2 anos, o que de certa forma pode ter contribuído para o agravamento de doenças crônicas, impulsionando a realização de procedimentos mais invasivos e tratamentos mais longos, é a gestão da saúde com foco na prevenção, se antecipando aos eventos mais complexos e de maior custo, e na promoção de práticas de hábitos saudáveis.

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